quarta-feira, 16 de março de 2011

A Carta que eu nunca te escrevi...

Tantas vezes pensei em esquecer-te, mas não o fiz, tantas vezes desejei que me esquecesses, mas tu não o fizes-te, pois na verdade és insubstituível e nunca, jamais, em tempo algum, alguém vai conseguir mudar o que sinto.
Se me perguntarem se já te pôs para trás das costas, eu respondo que sim, mas fi-lo sem nunca te esquecer, posso por tudo o que passamos para traz das costas, mas recordando-me de ti a cada minuto.
Custa, dói muito, mas se já não és o que em tempos foste é melhor assim do que voltar a sofrer, mais e mais, assim apenas me lamento agora por tentar esquecer-te, do que me lamentar o resto da vida por ser ignorante e fraca por nunca o ter feito.
Lamento tudo o que me fizes-te, pois nunca pensaria que fosses capaz de o fazer, agora não nego o quanto me fizes-te sofrer, quantas lágrimas eu derramei sem querer faze-lo, tudo o que senti sem querer sentir, o silêncio que fiz quando o que mais me apetecia era gritar, quantas vezes acordava com os olhos encharcados e o que tinha de fazer era levantar-me e sair de casa com mais um daqueles sorrisos falsos, para que ninguém notasse no quanto eu sofria naquele momento.
Agora passado este tempo confesso perante este inútil papel o quanto ainda choro sem querer, o quanto ainda penso em tudo o que fizes-te, o quanto ainda penso nos momentos em que fizes-te sorrir e quando te vejo confesso que faço um enorme esforço para ter aquele sorriso nos lábios que eu e apenas eu sei o quanto custa tê-lo nos momentos em que te criticam, nos momentos em que falam de ti e nos momentos em que te vejo.
Agora resta-me continuar a acordar com um sorriso e sorrir para tudo, mesmo quando o que mais me apetece é deitar o mundo a baixo e refugiar-me no meu pequeno canto de sofrimento. Amo-te…  
(A carta que eu nunca te escrevi...)


RT' 

quarta-feira, 2 de março de 2011

Novamente...

Passo a passo, caminho tranquilamente pela areia sem ninguém por perto, sento-me metros a seguir, refugiando-me unicamente na minha música e nos meus cigarros. Ali encontro-me sentada a olhar o pôr-do-sol, ali mesmo em frente, penso e repenso nos últimos anos que tenho vivido, na pessoa que me tornei, na pessoa que fui, no que mudei, no que me fez crescer, até que me vens tu á cabeça, tu que não me deixas um dia tranquilizar sem pensar em tudo o que passa-mos, em tudo o que me fizes-te sofrer, mas também penso no quanto me fizes-te feliz nos inúmeros momentos que passei contigo. Dou por mim a derramar uma lágrima, essa tal que tinha prometido a mim mesma nunca mais derramar, mas o sentimento que ainda nutro por ti é mais forte do que eu própria e não consigo conter as lágrimas que agora me escorrem pela face agitadamente. Acabo por escrever novamente o teu nome na areia molhada bem perto do mar, para ser levado, com um único pedido, saíres para sempre da minha cabeça, pois já não mereces estar nela como estavas, assim me despeço de ti, mas sem nunca te dizer adeus completamente pois foste o mais importante em tempos, para saíres assim da minha vida. Amo-te s:


                         (apesar de tudo o que se passou, eu amo-te e ninguem pode mudar isso)

terça-feira, 1 de março de 2011

Fim de Tarde, perfeito...

Era fim da tarde, ela encontrava-se sentada a olhar as pessoas que passavam calmamente, olhando-a indignadas, ela respirava fundo e levava o seu cigarro á boca, tirando um bafo calmamente. Pensava descontraidamente em algo que a fazia suspirar bem alto de minuto a minuto, assim despertando as atenções de vários indivíduos que ali passavam. Um desses indivíduos que se encontrava discretamente a observa-la de longe, começa a aproximar-se.
Ela não repara no sucedido e continua perdida nos seus pensamentos, até que de repente vê uma mão esticada na sua direcção, ela olha para cima e vê um jovem moreno, bem-parecido e muito bonito, ele sorri esticando-lhe a mão, novamente. Ela apaga o seu cigarro sem desviar o olhar da outra personagem e estica-lhe a mão de seguida. Estes dois jovens adolescentes ficam frente a frente a olhar um para o outro, de mãos dadas e a sorrir mutuamente, tal facto que se prolongou durante alguns minutos.
O rapaz sede o silêncio e pergunta á rapariga: - Posso fazer-te companhia?
- Sim, podes! – Afirma ela um pouco envergonhada.
Os dois adolescentes passam o resto da tarde juntos, sorrindo mutuamente, trocando olhares, falando um do outro, até que num momento em que se olham nos olhos e se aproximam um do outro.
(...)
- Amo-te!
- Eu também!
(...)
Love s:
RT'